
Existe nudez em meus olhos… Olhar lascivo!
Imprudente ao fotografar sentimentos legítimos e
impreciso ao enxergar desejos libertinos.
Quimeras dissolutas que exalam musas sensíveis;
Das inspirações outrora sem sombra, forma, rosto,
já sobrepujo as rugas de expressão, o tom, o gosto!
Existe nudez em meus olhos… Ausência de sentimento!
Barganho meu coração oco com as lentes virginais.
Aspiro um pouco do ar condicionado em minh’alma.
Preservo-me ao frio questionando-me ser imortal;
Salvarei as donzelas ou as lançarei na vala dos instintos?
Serei mais um voyeur a aplaudir o banquete do dragão cognitivo?
Existe nudez em meus olhos… Escravo de mim mesmo!
Escravo do meu desejo de ser apenas alguém comum,
com anjos e demônios gaguejando o destino ao ouvido.
- A esta geração me farei propício! Dizia.
Errado ao confiar ao mundo meus intentos épicos,
errado ao receber o ditoso suborno imerecido.
Existe nudez em meus olhos… Portais infames!
Prossigo hipnotizado por minha imagem no espelho,
inebriado pelo enxofre que emana de meus sentimentos.
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Me sinto em casa, me sinto no meu eu lendo este poema…
Vejo coisas e momentos que ainda me assolam a alma e muitos que já se foram…
Do decorrer destas entre linhas, sentimentos adormecidos me fizeram arrepiar, posso não ter entendido ou posso ter entendido, mas não é isso o que importa…
Parebéns
Yolanda
Comment por Yo Setembro 12, 2008 @ 4:39 pm