
Por gostar demais deixei você se aproximar,
Deixei seu sorriso me estremecer e me viciar,
Deixei seu olhar me constranger e me consumir…
Deixei sua voz me cativar e invadir
todos os poros do meu corpo e me infectar.
Por gostar demais fui um ouvido para o seu lamento
e talvez inocente, uma fagulha para todo o sofrimento.
Mesmo em momentos em que mais ainda confuso eu estava,
Mantendo a fortaleza a qualquer preço, eu lutava!
Mesmo que nas baixas de guerra jazesse algum sentimento.
Por gostar demais deixei você se afastar
Logo quando notei que impedia o pássaro de voar.
Percebi que uma parte de mim não veria outro amanhecer,
e a parte que restou teria a missão de esquecer
Enquanto construía uma máquina que pudesse no tempo voltar.
Por gostar demais me neguei a te ver partir,
Ainda que partindo contigo foi minha vontade de sorrir.
Eu não suportaria ter a última imagem… um adeus;
Mas mesmo sem um rosto a vi, indo, pertinho de Deus,
Desbravando a conquistar, inda eu covarde a mentir.
Por gostar demais roubei de você este livro de história,
sendo punido com a sentença de te ver indo embora.
Certamente Deus não me deu o dom para escrever,
Eu teimoso insisto em admirar o abismo e meu tempo perder.
Mas arrisco esta vírgula no livro onde meu sorriso mora.
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Me lembro de minha mãe…
Comentário por Yo Setembro 12, 2008 @ 4:45 pmEstas obras deveriam ser publicadas…
Muitas pessoas de encontrariam em suas palavras doces, ao mesmo tempo duras e realistas…