O Segredo Maia


Cochilo dos deuses
Junho 28, 2008, 8:25 pm
Arquivado em: Poesia | Tags:

Alone

Os deuses do meu coração parecem dormir,
já não escutam o meu argüido clamor.
O ouro se foi ao vício que não pude resistir,
e o amor? Este desconhecido não o deixei se impor.

Pra longe com a sorte que se compra com a prata.
Trata com o destino um caminho ascendente.
Mente para a morte gritando: Eu não tenho medo!
Cedo chega o julgo para as almas decadentes.

Vista-se para o baile, a festa da lua nova;
Os rituais o aguardam e o vinho já destila.
Peça ao mestre empírico uma revelação, uma prova;
Que as donzelas o favoreçam do sacrifício da partilha!

Permita-se voar… Ao cair do corpo desancorado.
Permita-se sentir… O beijo do dragão domesticado.
Permita-se tocar… O rosto do amor desacordado.
Permita-se viver… O instante eterno do olhar enamorado.

Meus deuses não cochilam, quem dirá dormir,
ainda restam muitos castelos de areia a ruir.
Meus sentidos não respondem mais, me sinto normal!
Mais uma noite termina, de volta estou ao mundo real.

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