O Segredo Maia


Cura-me
Abril 27, 2008, 6:51 am
Arquivado em: Poesia | Tags:

Mistério

Que sol é esse que nasce, mas não traz vida?
Que ilumina, mas não esquenta?
Que se espalha, mas não envolve a todos?

Sol exclusivo. Maldição pressentida.
Dias de solidão e morte anunciados.
Ao Norte, sonhos velados à luz do farol,
Cadente e trêmulo, descansem em paz.

Uma relíquia sagrada a enfeitar a estante,
Ao lado dos troféus invisíveis da vitória.
Moradia do impetuoso vento dos quatro cantos,
Que embarga a voz e liquefaz o suor sem glória.

Cura-me, cura-me!
Ecos de um som sem destino.
Remédio para um ego supersticioso.

Copyright © 2008. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Doce Fugitiva
Abril 27, 2008, 6:44 am
Arquivado em: Poesia | Tags:

Denied

Noite fria, sensações alforriadas me irrompem os poros…
Premonições fabricadas me aliviam a mente…
Certezas e temores numa batalha
onde a vitória têm um amargo sabor de derrota.

Busco incessantemente uma desculpa.
Um caos, um segredo, um culpado!
O vento adentrou a janela e em suas asas uma velha amiga,
Minha alma.

Doce fugitiva, o que me esconde com esse olhar?
Portais sombrios que me atraem, interrogativos e confortantes.
Olhar condenado e absolvido, espelho lavado, porém, não redimido.

De tão óbvio, voas com os pés acorrentados.
Vento, sol, o segredo revelado!
As engrenagens do tempo rangem em grande euforia.

Sorriso programado, despertando em órbita perfeita.
A viagem épica no tempo terminou,
o passado e o futuro dormem a salvos.
Enfim, a máquina do tempo descança em seu berço de ferrugem.

Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Burkina Fasso
Abril 27, 2008, 6:37 am
Arquivado em: Acróstico, Poesia | Tags: ,

Burkina Fasso Children

Beleza insípida,
Ultrajes a decorar
Rostos imaculados.
Kits de sobrevivência
Irradiam esperança,
Negligenciando um
Amanhã… Pobres crianças.

Futuro, o que é?
A espera do próximo
Samaritano.
Sempre recebido por nobres sorrisos,
Onde até mesmo os sorrisos morrem de fome.

Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Os Sentidos
Abril 27, 2008, 6:23 am
Arquivado em: Pensamentos, Poesia | Tags: ,

Meus olhos sempre enxergam o que estou olhando.
Meu dia-a-dia é formado por intensas contemplações.
Tudo o que toco, se algum dia foi, deixa de ser meu.
Dôo sensações inesquecíveis e as vezes inebriantes.

Vivo em um jardim florido de pessoas coloridas,
onde até o mais nefasto ser-humano exala um perfume… humano.
Durmo e acordo em uma bolha particular,
onde a música cotidiana influencia diretamente o meu silêncio.
Minha bolha chama-se Planeta Terra.

Admito ser um assassino.
Mas apenas coloco um fim na existência
daquilo que continuará existindo em mim;
meu gosto não é um imperativo.

E por fim, o sexto sentido, esse na verdade não possuo.
Não ouço vozes ou sinto calafrios ao me apaixonar,
ao me refrescar com um copo gelado e entregar a chave…
a bem da verdade, vivo a cada instante o último de minha vida e,
talvez exista sim um sexto: a intuição de reconhecer o
presente recebido sem corrompê-lo por minha limitante racionalidade.

Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Uma Oração
Abril 27, 2008, 6:11 am
Arquivado em: Orações, Poesia | Tags: ,

Pai, Tu és a minha existência. Meu coração bate por Ti.
Ele Te louva a cada lenta batida, pulsa e salta em louvor.
Mas se ele já estiver demasiadamente cheio, cansado,
marcado pelos anos de idolatria e de demais ofensas ao Senhor;
Se necessário é, arranque-o deste peito ignóbil e lance-o fora!
E coloque neste arcabouço o Teu coração.
Um coração disposto a obedecer, cumprir todo o Seu querer;
Piedoso, puro, grato! Um coração deveras renovado.

Pai, Tu és o Evangelho. Meus lábios proclamam a Ti.
Eles Te louvam a cada canção, a cada semente de eternidade lançada.
Mas se eles já estiverem demasiadamente impuros, obcenos,
sujos pelos anos de depravação e de demais palavras torpes ao Senhor;
Se necessário é, arranque-os desta face lívida e lance-os fora!
E coloque nesta máscara os Teus lábios.
Lábios contritos e convíctos, purificados pela brasa ardente;
Piedosos, puros, gratos! Lábios deveras renovados.

(mais…)